quarta-feira, 24 de novembro de 2010


um gesto
basta um gesto
para recordar todo o horror
para sentir uma impotência sobre o meu corpo
sobre a minha vida

sinto-me sem ar
sinto a estranheza no meu corpo
sinto que preciso esquecer
reconstruir por cima
mas não consigo

basta um gesto
muitas vezes um olhar
ou uma palavra que me faça recordar
e tudo recomeça
todas aquelas imagens passam na minha frente
tudo que reconstruir desfaz-se como um castelo de cartas
minha vida é agora como um castelo de cartas
não sobrevive a um pequeno gesto

preciso de respirar
preciso de voltar a ser eu

domingo, 21 de novembro de 2010


o silêncio entra pela noite dentro
nem a lua brilha
apenas o candeeiro da rua a ilumina

a solidão que tanto temo se apodera
a dor que já existe fica maior
a medida que o frio percorre todo o meu corpo
chegando até ao meu coração a dor aumenta
sufocando-me

sinto o gelo
sinto que fico petrificada
com dificuldades em respirar
minha vida parece que está por um fio

mas...

ainda há uma réstia de calor dentro de mim
escondida no meu coração
marcada a ferros
de tal forma que me mantém viva



me mantém viva nem que seja para continuar a sofrer

sexta-feira, 19 de novembro de 2010


lá fora ouço a chuva a cair quem me dera lá estar
lá ao longe sinto a brisa do mar quem me dera lá estar
para sentir o que eu quero sentir para me sentir viva e feliz
preciso de ouvir as ondas do mar, da brisa
preciso da chuva a cair, da força das ondas
preciso de sentir a areia molhada preciso preciso de...
preciso apenas de esquecer... é a única coisa que preciso e não tenho e nunca vou ter
um dia voltarei a ter tudo o que tinha mas nunca vou esquecer o que preciso esquecer.

apenas quero deixar de sofrer