terça-feira, 1 de fevereiro de 2011


olho pela janela
ainda está escuro, mas já se vê gente
gente curvada com o frio, cheios de roupa
que bem que se está aqui, no quentinho do meu quarto
apenas com pijama de verão no meio do inverno
e a pensar o quanto é preguiçosa
e já devia estar vestida para sair de casa


está tanto frio lá fora...


vejo primeiros raios de sol
uma luz começa a nascer pela cidade
que ilumina cada canto sombrio
o frio não desaparece, mas a luz dos raios de sol aquecem a alma e o coração


assim decido-me ...


preparar-me para enfrentar mais um dia
frio, bastante frio diria até um dia gelado
mas mais um dia com o sorriso no rosto
porque até o frio sabe bem quando tens a alma e o coração quente




Mais um dia que começa
Mais um dia para eu viver
Mais um dia para eu ser feliz

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011



Quem sou eu agora???





uma estranha

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010


upss... acabei o puzzle e sobra-me uma peça
está completo nem um espaço se vê da mesa branca
apenas as muitas cores que formam uma bela paisagem de pampilos

esta peça é idêntica as outras
tenho a certeza que pertence aqui
notasse os pampilos as cores iguais
mergulho no seu amarelo
como na esperança que ele me desse uma resposta

não percebo, eu sei que ele é deste puzzle
porquê que não encontro o seu espaço
porquê que ela não me diz onde pertence
apenas queria ajudar aquela pequena peça
a encontrar o seu espaço no puzzle


como eu quero encontrar o meu espaço no mundo



quarta-feira, 24 de novembro de 2010


um gesto
basta um gesto
para recordar todo o horror
para sentir uma impotência sobre o meu corpo
sobre a minha vida

sinto-me sem ar
sinto a estranheza no meu corpo
sinto que preciso esquecer
reconstruir por cima
mas não consigo

basta um gesto
muitas vezes um olhar
ou uma palavra que me faça recordar
e tudo recomeça
todas aquelas imagens passam na minha frente
tudo que reconstruir desfaz-se como um castelo de cartas
minha vida é agora como um castelo de cartas
não sobrevive a um pequeno gesto

preciso de respirar
preciso de voltar a ser eu

domingo, 21 de novembro de 2010


o silêncio entra pela noite dentro
nem a lua brilha
apenas o candeeiro da rua a ilumina

a solidão que tanto temo se apodera
a dor que já existe fica maior
a medida que o frio percorre todo o meu corpo
chegando até ao meu coração a dor aumenta
sufocando-me

sinto o gelo
sinto que fico petrificada
com dificuldades em respirar
minha vida parece que está por um fio

mas...

ainda há uma réstia de calor dentro de mim
escondida no meu coração
marcada a ferros
de tal forma que me mantém viva



me mantém viva nem que seja para continuar a sofrer

sexta-feira, 19 de novembro de 2010


lá fora ouço a chuva a cair quem me dera lá estar
lá ao longe sinto a brisa do mar quem me dera lá estar
para sentir o que eu quero sentir para me sentir viva e feliz
preciso de ouvir as ondas do mar, da brisa
preciso da chuva a cair, da força das ondas
preciso de sentir a areia molhada preciso preciso de...
preciso apenas de esquecer... é a única coisa que preciso e não tenho e nunca vou ter
um dia voltarei a ter tudo o que tinha mas nunca vou esquecer o que preciso esquecer.

apenas quero deixar de sofrer

sexta-feira, 23 de julho de 2010


para todos presentes e não presentes :P



as despedidas começam
a cada dia a sala fica mais vazia
a alegria de chegar as férias
misturasse com a tristeza da despedida

ouve-se boas férias
ate para o ano
mas também se deseja boa sorte
aos que não estarão cá

aos que chegou ao fim esta jornada
e uma nova virá
ficam as memorias guardadas no coração
e as promessas de uns encontros de vez em quando
para se contar as novidades

sente-se que nada será igual
e nunca será
porque para trás fica os momentos, que curtos
pareceram uma eternidade
em que uns parecem que foram ontem e outras há já muito tempo
as pessoas que conheceste apenas em um mês mas que parecia que te acompanham a vida toda
fica para trás os serões de estudo o stress de exames o "baldares" às aulas porque nos apeteceu dormir mais umas horas, as "borracheiras", as figuras tristes, as caminhadas pela cidade com um copo na mão, as gargalhadas na sala de convívio, as criticas por causa dos seguranças
as funcionárias que são umas tolas, os jantares na tia que se tornou para muitos uma segunda mãe
a confusão das horas de jantar, e as idas ao supermercado todos os dias, as noites nas escadas a falar de tudo e mais alguma coisa
fogo se continuasse para aqui a falar não parava

para trás fica a tua segunda família
a tua segunda casa, tantas vezes a tua primeira casa
fica a cidade que te acolheu

e nós vemos os partir com tristeza por não vos ter no próximo ano
de vocês não acompanharem o nosso resto de vida académica
ou por não podermos sair neste mesmo momento pela mesma porta
alegres e tristes é como estamos felizes e já com saudades

apenas
as despedidas começam
e a sala fica cada vez mais vazia



um ciclo que não pode ser quebrado
mas que é vivido, e sentido a cada ano

mas toda a gente sobrevive